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 timordigital.com / noticias Sexta Feira, 10.09.2010
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2009-07-02 11:54:22
Díli – A Fretilin, partido da oposição timorense, exige que Xanana Gusmão se demita do cargo de primeiro-ministro por legado favorecimento da sua filha no âmbito de um negócio do Estado relacionado com uma empresa distribuidora de arroz.
A polémica envolve um contrato de cerca de 2,48 milhões de euros do Estado timorensa com uma empresa distribuidora de arroz a que está ligada filha de Xana Gusmão, Zenilda Gusmão. A filha mais velha de Xanana Gusmão, é accionista da empresa distribuidora de arroz Prima Food, a empresa que venceu o concurso internacional para o fornecimento de arroz a Timor-Leste.

Para a oposição timorense, o contrato assinado com a Prima Food no valor de 2,4 milhões de euros é um caso claro de conflito de interesses. Um dos vice-primeiros-ministros, Mário Carrascalão, considerou que Xanana Gusmão pecou por ingenuidade ao assinar ele próprio o contrato com a sociedade Prima Food mas o Presidente José Ramos-Horta saiu em defesa do chefe do Governo. «Só porque alguém se torna Presidente, primeiro-ministro ou ministro, não quer dizer que toda a sua família tenha de ir para o desemprego e abandonar os negócios em que está envolvida», declarou Ramos-Horta.

De acordo com a TSF, Arsénio Bano, vice-presidente da bancada parlamentar da Fretilin, garante que a lei timorense afirma que «até segundo grau de consanguinidade as famílias dos políticos, incluindo o primeiro-ministro, não podem assinar o contrato ou dar contrato às suas famílias».
(c) PNN Portuguese News Network
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